O ímpeto de escrever o resultado das minhas pesquisas, fossem elas empírico-práticas, ou subordinadas ao desejo de materializar o meu pensar sobre determinado fato geográfico, fez com que eu reunisse, ainda de forma acanhada, os primeiros textos em 1989 num pequeno livro da Coleção Sala se Aula editado pela editora da UFRN. Meus alunos aplaudiram o gesto, o qual, me encorajou a enviar para a editora contexto, por meio de Ariovaldo Umbelino de Oliveira, aqueles primeiros ensaios um pouco mais elaborados e outros inéditos e o segundo livro foi publicado no início dos anos 90.

Daí para o terceiro livro de 2004, foi uma caminhada de passos muito mais lentos. Estudei um pouco de filosofia e me apaixonei pela tríade dialética do século XIX Hegel (A Fenomenologia de Espírito), Marx, várias obras e Nietzsche com suas assertivas-disassertivas, que me submergiram num Apolo Dionisíaco inebriante e os meus textos geográficos passaram a contar com a ajuda de lições extraordinárias que esses gênios me deram.
Caminhei um pouco com Deleuze e Guattari; Bachelar e Derridá e outro filósofos, que julguei importante para me aportar em algumas questões dos textos contidos em “Do Senso Comum à Geografia Científica” também publicado pela editora Contexto.

No momento tenho dois livros no computador e, sempre com aquela mania desnecessária de achar que não está bom, vivo fazendo reparos: acrescentando aqui... cortando ali...Acredito que qualquer dia sai.

Terminar, eu sei que ninguém termina nada, uma vez que tudo está em movimento, se modificando, ou se transformando de fato. Tomara que eu consiga mesmo, com a cooperação de vocês, deixar uma contribuição para quem vem depois de nós.

Do Senso Comum à Geografia Científica

Profundamente instigante, convida Nietzche, Hegel, Marx, Bachelar, Heidegger, Arendt e Derrida para uma discussão geográfica e, por meio deles, procura preencher lacunas, abrir novas veredas, anular certezas e desconstruir verdades conceituais. É, ao mesmo tempo, uma valiosa contribuição à Geografia combatente, aquela comprometida com a solução dos problemas brasileiros, especialmente os que dizem respeito à nossa complexa realidade agrária. Assim, os oito textos que compõem o volume conseguem articular, com criatividade incomum, teoria e prática, revelando-se um trabalho que impressiona pela singularidade e pela ousadia.


Páginas: 144, Formato:14x21, Peso: 160 g, Editora Contexto

   

A Natureza Contraditória do Espaço Geográfico

Traz uma contribuição nova para a compreensão do espaço geográfico em sua essência, com todos os seus conflitos, contradições e mediações que se articulam num processo interminável. Questiona os pesquisadores que têm trabalhado o assunto, percorrendo temas como a não-espacialidade do espaço e da natureza, a ingerência da renda da terra na questão agrária, entre outros. Indicado para geógrafos e sociólogos interessados na natureza social da geografia.


Páginas: 104, Formato 14 x 21, Peso 130 g, Editora Contexto


   

A Não Espacialidade Geográfica e a Questão da Terra

"Os textos da Professora Lenyra são profundos, instigantes. Eles despertam no leitor o desejo de discutir e avança teoricamente. Sua leitura é de grande importância para a Geografia, em particular, e para as Ciências Humanas, em geral.
Com certeza, se constituirão em textos básicos para o debate teórico-metodológico da Geografia neste final de milênio". Prof. Ariovaldo Umbelino de Oliveira (USP)


Páginas: 53, Formato 14 x 21, Editora Cooperativa Cultural
   

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