lenyrarique

Registrado: 20/07/07 Mensagens: 19 Localização: Natal RN
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Enviada: Sex 10 31, 2008 4:47 am Assunto: São Paulo de Marta? |
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Cinco dias após o pleito do segundo turno,e tendo lido o que me chegou às mãos e os meus olhos colheram fico a pensar sobre os rumos políticos da senhora Marta Suplicy. Perdeu a prefeitura de S. Paulo por um bom quinhão de razões: a campanha do adversário muito bem feita, segundo dizem os jornalões; o calculismo de Kassab de inaugurar obras (muitas delas iniciadas por Marta)durante a campanha, numa utilização, não só desrespeitosa, como, também, de um ilícito fétido da utilização da máquina pública; do Kassab ter na cara um jeito e um ar de misto de moleque e de menor abandonado, que enternece os incautos; de procurar demonstrar competência por meio dos seus "feitos", muitos deles não só duvidosos, como mentirosos, o que a candidata procurou exaustivamente dar a conhecer aos paulistanos; sem falar de uma "singela" falsa humildade no olhar e no falar; e, assim, criou-se a teia kassabista transformada em onda, na qual milhões de votos foram mergulhar. Os eleitores só viam e ouviam o que o b o n e c o mostrava e falava e foi essa certeza cega e surda que elegeu o senhor Kassab. Méritos também do PSDB e do senhor Serra? Méritos abjetos! Mentir e enganar o povo não é só falta de caráter é crime. Não há dúvidas que foi uma derrota humilhante pra Marta, que não fez por merecer. Ao cortrário, ela fez muito pela cidade quando prefeita e a bem da verdade é necessário frisar: em tempos de vacas magras! Falemos agora um puco sobre ela.
Exponho meu pensamento movida pelo desejo irresistível de querer que ela vença o próximo pleito em S. Paulo. Falar da regeição que o PT e ela sofrem por lá é redundância; que essa regeição à sua pessoa é, em parte, fruto de sua arrogância também já foi aventado por outras pessoas. O que tenho pra dizer então? Marta, como qualquer um de nós, nessa sociedade, pertence a uma classe, determinada socialmente e como não poderia deixar de ser é um produto social coisificado. Ela, na sua classe (classe A), está no topo da pirâmide do mundo social que o mandonismo do comtismo e do cartesianismo impinge. Na escola classe "A" em que estudou, seus professores alienados, porque não lhes deram o direito de adquirirem uma consciência crítica e por isso reproduzem a alienação dominante, lhe ensinaram a ser um dominadora. É incrível! Nas escolas das classes dominadas, o professor, que é um dominado ensina aos seus alunos, também da classe dominada a continuarem dominados, já que nada fazem para eles produzirem o contrário do que lhes foi imposto. Os "mestres" não sabem como fazer, não foram despertados nos ensinamentos que receberam. Eles são alienados, num mundo alienado e não sabem disso. O reverso acontece com os professores que dão aulas aos membros da classe dominante: ensinam aos alunos dessa classe a serem dominadores.
Voltemos a Marta. Não é brincadeira a carga que ela recebeu ao longo de sua existência, não só na escola, como, principalmente, no meio em que cresceu, onde reproduziram-lhe, é claro, os valores da sua classe. Mas ela não seguiu a trajetória comum às mulheres que estão no topo da pirâmide social: casarem-se com homem rico e continuarem sendo uma dondoca consumista. Essa senhora filiou-se a um partido político popular, trabalhou muito na sua militância ativa e tornou-se, pelo voto da maioria, prefeita da maior cidade brasileira, que como qualquer outra grande cidade do chamado mundo emergente é caracterizada por contrastes, fruto de uma forte estratificação social, marcada por desníveis sócio-econômicos exorbitantes, na qual os conflitos se exacerbam a cada dia. E Marta ao longo de seu mandato fez uma opção por trabalhar precipuamente para os sem nada; os sem direito sequer, de satisfazer as necessidades do estômago; os que estão á margem dos que têm tudo, sei lá, têm muito (o tudo é uma abstração). As suas realizações quando estava prefeita de S. Paulo são inquestionáveis.
Marta saiu da trilha preparada para ela, construiu uma consciência fora de sua classe e foi à luta para administrar uma cidade com problemas de quantas ordens? Lógico que não fez tudo e nem poderia. Os problemas e as dívidas que ela herdou dos governos que a antecedeu, quase não deixaram-na administrar a cidade. Se não fosse sua ousadia em criar condições, associada a sua competência administrativa ela ficaria de mãos atadas, uma vez que, enaltecendo essa situação de horror, o Presidente da República à época, o senhor Fernando Henrique enpacava no envio de verbas para S. Paulo. Agora, ela queria voltar para continuar o seu trabalho, apesar do hiato de quatro anos, mas não deixaram. Os jornalistas - que colocam os seus escritos e suas falas nos instrumentos das empresas, onde vendem sua força de trabalho de forma aviltante, que pode ter um robusto valor de troca, mas enxovalha o caráter jornalístico dos seus personificadores, o que eu chamo de mídia latifundista, onde os chefes de redação comportam-se como jagunços "pós"-modernos dos seus patões - coronéis citadinos - não só exaltavam, como criavam falhas de Marta e demoliam os seus bons propósitos. É lógico que ela não é só simpatia, tem um ranço da sua classe . Mas isso não a faz menor ao contrário, mesmo com os ranços ela construiu uma personalidade independente e procura acertar. No entanto, para se eleger outra vez ela tem que trabalhar esse ranço, que demonstra uma aparênia autoritária, pouco simpática e acertiva demais. Se todos nós temos a capacidade de mudar, por que não ela? Quem sabe, quando ela fizer uma grande ponderação sobre o seu jeito de ser , não irá modificar vários dos ítens aqui assinalados e fazer com que os que não votaram nela em 2008 votem em 2010; 2014 ou em qualquer outro pleito em que ela for candidata? Aqui está o meu apelo. Que ela se pense, se pense e volte com um jeito que encante. Ela é capaz! Isso associado as qualidades que ela já demonstrou é meio caminho andado para superar adversários marionetes dirigidos por mentes nada brilhantes. |
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