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lenyrarique

Registrado: 20/07/07 Mensagens: 19 Localização: Natal RN
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Enviada: Ter 07 24, 2007 12:34 am Assunto: A Materialidade da Relação Homem x Meio |
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A relação "homem X meio" é a tradução geográfica da reprodução da força de trabalho, por um lado e da reposição da força de trabalho por outro. O meio é o local onde o trabalhador desprende suas energias, por um ganho em dinheiro para que ele possa satisfazer, pelo menos, as suas necessidades fundamentais; ou qualquer outro lugar em que ele esteja para desfrutar de um lazer, ou para descansar
Eis uma questão: o que são necessidades fundamentais? É o.que nós temos em mente do que deveria ser, ou é o que a sociedade, segundo os seus pilares ético-morais impõe? O meio também é o lugar no qual cada um de nós repõe suas energias gastas na labuta diária.
Pensando mais, de forma espiralada, a relação "homem X meio" está sobreposta as relações interpessoais que se dão no lugar geográfico construido. Relações impositivas da nossa existência prenhe de carências.
Por que temos de cumpri-las, sem sequer indagarmos sobre o seu teor? No dia em que formos seres pensantes mesmo, auto-pensantes, suponho que nossas relações conosco mesmo e com os demais, situados a nossa volta, ou acima e abaixo de nós, num mundo escalonado por classes sociais serão bem diferentes. Possivelmente sem qualquer estranhamento.
Então não haveria nem acima nem abaixo só ao redor. Esta seria a relação geográfica "homem X meio" sem mediação, na qual, cada um de nós se constituiria no nosso contrário - o outro, como completitude; quer dizer, as diferenças que teríamos com eles se materializariam na ampliação da nossa humanidade. Nos voltaríamos para dentro de nós em mergulhos mais profundos, mais profundos... e procuraríamos extirpar ressentimentos; ambições mesquinhas; apelos de vingança; rompantes de inveja e dessa feita,iríamos dirimindo o horror do egoismo que toma conta de nós e nos tornaríamos melhores, dígnos da humanidade que somos, mas não temos ainda.
Quem sabe atingiríamos a plenitude do ser humano .Isso não significa que não enxergaríamos o que está, ou quem está fora de nós, ao contrário, alcançaríamos a essência da solidariedade, seríamos cidadãos de fato; nossas escolas atuariam como tal; nossos professores ensinariam; a feição da sociedade teria a nossa cara, porque nós estávamos mudando; a educação estaria em marcha.
Utopia? Não! Essa tem que ser a nossa verdadeira ação na relação geográfica "homem X meio". |
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