
Estamos aqui, nos matizes do acontecer virtualmente! Ainda bem que dispomos desse meio, senão, como seria? Vocês não têm idéia de como todo o meu corpo sorri com esse encontro! Meus olhos festejam, sem vê-los concretamente, num abraço inventado pela emoção imaginativa do agora.
Pretendo conversar com vocês, cientificamente, sobre alguns temas ligados a geografia; a tríade filosófica revolucionária do século XIX - Hegel, Marx e Nietzsche e algumas questões do ensino e da educação em geral. Tenho escrito alguma coisa relativa ao problema da educação e nas últimas turmas que dei aula, no departamento de educação e no programa de pós-graduação em educação da UFRN discuti sobre o assunto com os alunos. Sempre com a preocupação crítica de falar qual a educação que temos nessa sociedade e o porquê dela. Sociedade que é marcada pela carência exacerbada de direitos para a maioria das pessoas e pelo exagero do “ter todos” para uma minoria mínima e no seu interregno um polpudo número dos que se dizem satisfeitos, felizes, porque só conhecem o que ela passa para cada um deles como satisfação e como felicidade. Me pergunto que satisfação real nós temos e que felicidade é esta num mundo de “homens de rebanho”, por isso alienados.
Voltemos à nossa preocupação maior: o que é educação? Que educação nós temos? Dispomos dela nas escolas, de qualquer nível? Ela nos satisfaz? É o que queremos? Corresponde a amplidão do que é necessário para um povo ser educado? Digo-lhes que não! A Educação nunca é EM-SI. Em-si ela é uma abstração oca. Ela “é” nos seus objetivos, na sua função na sociedade, no seu compromisso, na sua finalidade maior que é a de fazer o povo ter conhecimento, se conhecer, se pensar, se reconhecer e se ver no outro com respeito, como um igual. Há isso? A Educação, nos seus princípios, é a porta escancarada de qualquer sociedade. Mostra a ordem social que lhe sustenta; os seus dogmas morais; as suas leis tendenciosas; os seus valores execráveis, enfim, os absurdos que a constitui.
Conversaremos, também, a cerca dos principais assuntos do temário geográfico subjacentes ao método que criamos, com o propósito de oferecermos uma outra contribuição ao pensamento de pesquisadores que trabalham com a geografia.
Para os que me conhecem continuaremos, aqui, trocando os nossos “devaneios produtivos”; para os que já ouviram falar do meu trabalho e querem ser incluídos em nossas discussões, ótimo! E qualquer um outro que nos visitar, para contestar o nosso fazer geográfico, respeitaremos os seus argumentos, desde que haja dignidade neles. Qualquer leitor que deseje me conhecer por meio dos meus escritos me deixará encantada. Enfim, bem-vindo a todos vocês! Vamos lá...
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